APLV X Intolerância à Lactose

 

O que é?

Intolerância à lactose é a falta de uma enzima no intestino delgado chamada lactase, é essa é a enzima responsável pela quebra da molécula do leite (lactose), para que o corpo possa absorve-la. Sem essa enzima, nós não absorvemos a molécula da lactose que, ao chegar ao cólon, encontra uma série de bactérias capazes de fermentar a lactose, causando todos os sintomas indesejáveis de quem tem intolerância à lactose.

Existem três tipos de deficiências dessa enzima, a primária, a secundária e a congênita. A primária aparece, normalmente, após a adolescência, conforme a pessoa vai envelhecendo. Com o avanço da idade o nosso organismo produz um número menor de enzimas, o que pode causar a intolerância. A deficiência secundária é causada por alguma doença intestinal ou em conseqüência de uma cirurgia, nesse caso, a intolerância pode desaparecer conforme a doença base é tratada. A deficiência congênita, por outro lado, acontece quando o bebê já nasce com uma deficiência na produção da enzima, é um problema genético e geralmente acontece quando tanto o pai quanto a mãe já possuem essa deficiência desde a infância.

 

Já a APLV é uma alergia a proteína do leite de vaca, apesar de também ser uma reação ao leite, é uma doença completamente diferente da intolerância à lactose. A alergia aparece principalmente em bebês e crianças menores de três anos, e se manifesta de forma diferente, já que é uma reação do sistema imunológico, ou seja, da parte do nosso corpo que nos defende de qualquer corpo estranho, seja ele um vírus, uma bactéria ou, no caso de alergias, o elemento que causa a alergia. Nas crianças com APLV, o corpo vê a proteína do leite como algo maligno, causando uma reação alérgica. Essa reação pode aparecer como erupções na pele ou de forma interna, podendo causar, em casos graves, um choque anafilático, quando a garganta incha, podendo trancar completamente a passagem do ar.

A APLV é uma das alergias alimentares mais comuns que existem, e a boa notícia é que, na maioria dos casos, ela desaparece conforme o bebê cresce. Mas para se certificar que o seu bebê não vai sofrer ao ingerir algum alimento, preste atenção nos rótulos, e fique atento para os outros nomes dados à proteína, como caseinato, creme azedo, diacetil, óleo de manteiga ou lactuona, entre outros, todos podem causar uma reação alérgica no seu bebê.

 

Sintomas:

Os sintomas da intolerância à lactose aparecem entre 30 minutos e 2 horas depois da ingestão do leite ou de seus derivados, podendo variar em intensidade dependendo da quantidade de lactose ingerida. Os sintomas são intestinais, ou seja, distensão abdominal, cólica, diarréia, gases e, em alguns casos, náuseas.

 

Os sintomas da APVL podem acontecer imediatamente, urticárias, inchaços nos lábios e em volta dos olhos, vômito ou diarréia logo após a ingestão de leite, problemas para respirar, choque anafilático e chiado no peito são os mais comuns de acontecerem logo após a ingestão da proteína do leite. Estes são os sintomas mais comuns e que aparecem mais rápido.

Outros sintomas que podem aparecer algumas horas ou mesmo dias após a ingestão do leite são vômito, diarréia, sangue nas fezes, cólicas e irritabilidade, intestino preso, baixo ganho de peso e crescimento, inflamação do intestino e assaduras. Mas não é porque seu filho apresentou um desses sintomas que se deve pensar imediatamente em alergia à proteína do leite, algumas viroses também podem apresentar sintomas parecidos. Em caso de dúvida, leve seu filho ao médico.

 

Tratamento:

O principal modo de tratar a intolerância à lactose é cortando da dieta todos os alimentos que possuem lactose, ou seja, leite, queijos, iogurte e todos os derivados do leite (é sempre bom dar uma olhada nos ingredientes dos alimentos, a lactose também é usada em outros tipos de produtos). Se você não quer parar de vez de ingerir leite e seus derivados, existem medicamentos em pó ou cápsulas que contem a enzima lactase, que podem ajudar na digestão da lactose. Outra opção é trocar o leite pela sua versão sem lactose, hoje é fácil encontrar nos mercados esse tipo de produto 0% lactose ou com redução de 80 ou 90% da lactose.

Com aconselhamento médico, também é possível, aos poucos, voltar a ingerir leite e derivados. Em casos em que o corpo produz a enzima lactase, mas em pouca quantidade, é possível aumentar aos poucos a dose de laticínios ingeridos até descobrir que quantidade de lactose seu corpo consegue suportar.

 

Quanto à APVL, é possível que ela desapareça sozinha conforme o bebê cresce, mas para que isso ocorra são necessários pelo menos seis meses completamente sem a ingestão da proteína do leite. E é sempre bom falar com um médico antes de tentar colocar novamente o leite na dieta do seu filho. Pode ser que mesmo depois de seis meses ele ainda não esteja pronto para ingerir a proteína do leite.

Os produtos sem lactose não são recomendados nesses casos, já que a alergia não é à lactose, mas à proteína do leite. Mas não precisa se desesperar, existem muitos sites pela internet cheios de receitas sem leite e que podem substituir perfeitamente a alimentação do seu bebê. Hoje é fácil encontrar informações sobre ambas as doenças, e sobre como substituir o leite da dieta do seu filho sem prejudicar a saúde dele. Aqui vão alguns sites com receitas deliciosas sem lactose e sem a proteína do leite:

http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br/receitas

http://alergiaaleite.com.br/receita

Você também pode nos ajudar a espalhar o conhecimento sobre essas doenças, deixe nos comentários histórias, depoimento ou receitas interessantes para as crianças (sem leite ou seus derivados), assim podemos ajudar as mamães que sofrem na hora de alimentar seus filhos.

A Be Little também se preocupa com o seu bebê e busca trabalhar apenas com os melhores materiais, para que seu filho possa se sentir confortável tanto no verão quanto no inverno. Nossas roupinhas são feitas pensando na praticidade e no conforto, com um charme que você só vai encontrar aqui. 

Espero ter ajudado com as dicas e informações.

 

Lu Bechara