Esta semana celebramos a Declaração de Independência do Brasil. Um feriado no meio da semana é ótimo para descansar, arrumar a casa e passar tempo com a família. Mas o dia 7 de setembro simboliza mais do que um dia extra de descanso, foi nesse dia, em 1822, que nos separamos oficialmente de Portugal e começamos nossa história como um país livre e independente. Somos um país independente, temos nossas próprias leis, nosso próprio sistema politico.

Como pais, queremos que nossos filhos se tornem adultos independentes, que consigam tomar suas próprias decisões e que aceitem as consequências delas, sejam elas quais forem. E é durante a formação da criança que conceitos como independência e autonomia devem ser ensinados e estimulados, e desde cedo, considerando sempre a capacidade física, motora e emocional da criança em cada fase da vida dela.

A ligação entre mãe e filho é sempre muito forte. Ela se desenvolve durante a gravidez e continua crescendo nos primeiros meses de vida do bebê, que é totalmente dependente da mãe. Nesta fase da vida, ter alguém cuidando do bebê 24 horas por dia é absolutamente necessário, e cria um laço entre mãe (e/ou pai) e bebê que preenche completamente a vida da família. Isso é normal e necessário. O bebê realmente precisa de todos os cuidados nos primeiros meses e o laço afetivo entre os pais e o bebê se tornam cada vez mais forte.

Mas conforme o bebê vai crescendo, aprendendo a andar, a falar, a ter um cardápio mais variado de comidas, vai crescendo também a necessidade de independência da criança. E você, como mãe ou pai, precisa aprender também a deixar que seu filho aprenda a fazer as coisas por si mesmo. Pode ser difícil, perceber que seu filho já não depende completamente de você, que já não precisa ser carregado para todos os lados, que quer se vestir sozinho... etc. mas é seu dever como mãe ou pai educar e ensinar seu filho, para que ele aprenda a ser responsável e consciente de seus atos.

Falar de independência para crianças pequenas pode parecer estranho, mas com 1 ano e meio de idade a criança já pode começar a fazer pequenas coisas por si mesma, ela já entende ordens simples e pode ajudar a guardar brinquedos maiores ou colocar os sapatos no lugar certo (desde que sejam lugares fáceis de alcançar).

É nas atividades diárias e nas escolhas simples do dia a dia que as crianças desenvolvem a noção de responsabilidade e de independência, e quanto antes você começar a ensinar estes conceitos, melhores são as chances de seu filho se tornar um adulto independente, responsável e consciente de suas ações.

Querer proteger seu filho de tudo é um sentimento natural. Mas a superproteção não é o melhor caminho. Muitos pais se sentem culpados por trabalharem muito e não passarem o dia todo com os filhos, e em consequência dessa culpa, muitas vezes fazem todas as vontades das crianças. Fazer todas as vontades do seu filho não vai fazer dele uma criança mais feliz, pelo contrário, conforme a criança vai crescendo e se deparando com situações reais, onde ela precisa lidar com outras pessoas, a decepção de não ter tudo o que quer entregue na mão dela no momento em que ela pede cria um sentimento de frustração que pode levar à depressão.

Ter tudo o que quer é diferente de fazer suas próprias escolhas. Aprender a lidar com o “não”, e com as consequências de uma escolha ruim faz parte do aprendizado, e você, como pai e mãe tem o dever de ajudar seu filho a se tornar um adulto responsável e consciente de seus atos e das consequências das suas escolhas.

Conforme a criança vai crescendo, você pode oferecer pequenas escolhas. O importante nessa fase é prestar atenção no que seu filho quer fazer sozinho e no que ele já é capaz de fazer por si mesmo. Cabe a você, como mãe e pai, prestar atenção às capacidades do seu filho e dar a ele a liberdade de fazer escolhas e de tentar fazer coisas por si mesmo. Mas não apresse as tentativas nem desencoraje seu filho se ele não conseguir cumprir uma tarefa na primeira tentativa. Estas primeiras escolhas e tentativas ajudam a autoestima, criam uma sensação de satisfação e responsabilidade que são necessários para o desenvolvimento de uma criança feliz.

Para ajudar você nessa difícil tarefa, aqui vão algumas dicas e ideias de coisas que você pode deixar seu filho fazer por si mesmo conforme a idade dele:

- De 6 meses a 1 ano: Com a supervisão de um adulto, já pode levar comida até a boca (pedaços de frutas).

- com 1 ano: já pode começar a utilizar uma colher (de plástico, apropriada para crianças dessa idade).

- a partir de 1 anos e meio: a criança já é capaz seguir ordens simples, é capaz de colocar objetos no lugar, como os sapatos ou outros objetos grandes (desde que seja guardados em lugares de fácil acesso).

- de 2 a 3 anos: seu filho já é capaz de trocar brinquedos com amigos sem brigar, sentar-se a mesa nas refeições e alimentar-se sozinho. A criança também já demonstra interesse em tirar a roupa, e a escolher o que quer vestir.

- de 3 a 4 anos: já entende regras de convivência, ou seja, o que pode ou não fazer em casa, na escola, etc. já pode carregar a própria mochila e arrumar os materiais escolares na mesa. Também já pode utilizar o banheiro com a supervisão de um adulto.

- de 4 a 5 anos: já se veste sozinho, pode amarrar o sapato, consegue manusear objetos e solicitar ajuda quando precisa. Tem condições de escolher com o que quer brincar e participar de atividades em grupo.

- de 5 a 6 anos: é capaz de escolher seus amigos e brincadeiras, tem responsabilidade por seus materiais e brinquedos, pode escovar o dente sozinho, fazer a própria cama e administrar uma mesada semanal.

Conforme seu filho vai mostrando interesse em fazer coisas por si mesmo, é importante que você dê tempo para que ele tente sozinho, sem interferir. Se seu filho está na fase em que quer escolher o que vestir, quer colocar e amarrar o sapato ou se vestir sozinho, comece a se aprontar para sair com tempo. Não apresse a escolha nem o processo de se vestir ou amarrar os sapatos. Tente não sair com pressa, nem brigue se seu filho demorar a amarrar o sapato ou colocar uma peça de roupa do lado errado. Mostre o que está errado e ensine o jeito correto de fazer aquela tarefa.

É com os erros e acertos que a criança aprende. A frustração de não conseguir fazer alguma coisa é uma importante parte do aprendizado, e ajuda a criar adultos mais calmos e responsáveis. Educar seu filho é mostrar pra ele que todas as escolhas tem uma consequência, e que ele precisa lidar com estas consequências, sejam elas boas ou ruins.

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